Há uma história – metade lenda, metade verdade – que terá acontecido no reinado de D. João I de Portugal chamada Os Doze de Inglaterra.
A história passada na Europa medieval, conta que doze damas inglesas foram ofendidas por doze nobres, também ingleses que alegavam que elas não eram dignas do nome “damas” dadas as vidas que levavam. Esses nobres desafiavam quem quer que fosse para as defender com a força da espada.
As damas em questão viram-se na necessidade de pedir ajuda a amigos e parentes, tendo todos eles recusado o auxílio. Já não sabendo mais o que fazer decidiram pedir ajuda e conselho ao Duque de Lencastre que tinha combatido pelos portugueses contra o reino de Castela. Bom conhecedor dos portugueses, este indicou-lhes doze Cavaleiros lusitanos capazes de defender a honra das referidas Damas.
Logo que tiveram conhecimento do possível apoio, cada uma das Damas escreveu a cada um dos doze cavaleiros portugueses bem como ao rei D. João I de Portugal. Junto com as cartas chegou também o pedido do Duque de Lencastre.
Lidas as cartas toda a corte se sentiu ofendida com a atitude dos nobres ingleses, e como o povo português era um povo cavalheiro e defensor da honra, de imediato os Doze partiram para Inglaterra.
Onze dos Cavaleiros seguiram por mar, mas o mais valente de todos, conhecido como “O Magriço”, decidiu seguir a cavalo para “conhecer terras e águas estranhas, várias gentes e leis e várias manhas”, garantindo no entanto, que estaria presente no local e na data certa.
Acontece que, chegou o dia do combate e “o Magriço” não estava presente para desespero dos seus companheiros que se viam reduzidos a onze cavaleiros contra os doze cavaleiros de Inglaterra.
Uma vez que o dia ia avançando e o cavaleiro não chegava as damas decidiram vestir-se de negro em sinal de tristeza…
Sucedeu que, no último momento e para alegria dos seus companheiros “o Magriço” apareceu e a luta foi travada com glória para os portugueses que ganharam o confronto.
Depois de terminadas as contendas “Os Doze” foram recebidos pelo duque de Lencastre no seu palácio que lhes ofereceu festas e honras como prova de apreço e gratidão.
