As olimpíadas desportivas não são só feitas por medalhas de ouro, o seu valor vai muito para além disso.
Em vésperas de início dos Jogos publica-se um dos mais recentes exemplos da materialização do verdadeiro espírito das Olimpíadas o herói foi Bjoernar Haakensmoen (Turim, Itália, 2006)
A canadiana Sara Renner estava a liderar a sua equipa na estafante corrida de velocidade cross-country em esqui quando o bastão do seu esqui esquerdo se partiu. Ela tentou prosseguir mas era inútil. Numa subida, vários esquiadores ultrapassaram-na.
Então algo de extraordinário aconteceu. Um homem saiu das laterais da pista e entregou a Renner outro bastão. Ela regressou à corrida e conseguiu ganhar algum do tempo perdido. Na final, o Canadá ganhou a medalha de prata.
Só no final da corrida é que Renner soube a identidade do seu benfeitor, era Bjoernar Haakensmoem, o treinador da equipa norueguesa, que chegou em quarto lugar. Haakensmoen tornou-se num herói no Canadá instantaneamente. Um jornal de Montreal publicou a imagem de uma bandeira com uma única palavra na manchete. «TAKK», que é obrigado em norueguês.
Haakensmoen não percebeu a causa de tanta atenção. «O espírito Olímpico é o caminho que tentamos seguir,» disse a um jornal. «Se ganharmos mas não ajudarmos alguém quando o deveríamos fazer, que tipo de vitória é essa?»
© Bill Ecenbarger Selecções Reader’s Digest

Muito bonito é verdade, mas infelizmente só ao nível de uma civilização escandinava…
Verdadeiramente várias gerações à frente do resto do mundo