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Charles Augustus Lindbergh (1902 – 1974) foi um pioneiro da aviação dos EUA, tendo ficado famoso por ter feito o primeiro vôo solitário transatlântico sem escalas, em avião, no ano de 1927.

No dia 20 de Maio de 1927 Lindbergh partiu do Estado de Nova Iorque, em direção a Paris, onde chegou, de modo triunfal, no dia seguinte. A comemoração do acto heróico foi de tal forma efusiva que quase acabou em tragédia. Recebido calorosamente pelos parisienses, o piloto quase foi sufocado pela multidão que se aglomerava para cumprimentá-lo.

Lindbergh foi, por esse notável feito aéreo, o primeiro homem a ser distinguido pela revista Times como “Homem do Ano” – o que sucedeu em 1927.

Charles Lindbergh

Facto menos conhecido é aquele que ocorreu a 12 de Novembro de 1933.

Lindberg, que pilotava um hidroavião “Lockheed” acompanhado da sua esposa foi obrigado a realizar uma descida de emergência – devido a falta de gasolina – no Rio Minho!

Após a descida o hidroavião ficou imobilizando numa enseada situada junto à Ínsua do Crasto, em Friestas – concelho de Valença - perante uma população atónita que correu para o recolher.

Para assinalar esse facto, nos anos 90 foi inaugurado em Friestas um monumento alusivo a Lindbergh e ao insólito episódio.

O Magriço

Há uma história – metade lenda, metade verdade – que terá acontecido no reinado de D. João I de Portugal  chamada Os Doze de Inglaterra.

A história passada na Europa medieval, conta que doze damas inglesas foram ofendidas por doze nobres, também ingleses que alegavam que elas não eram dignas do nome “damas” dadas as vidas que levavam. Esses nobres desafiavam quem quer que fosse para as defender com a força da espada.

As damas em questão viram-se na necessidade de pedir ajuda a amigos e parentes, tendo todos eles recusado o auxílio. Já não sabendo mais o que fazer decidiram pedir ajuda e conselho ao Duque de Lencastre que tinha combatido pelos portugueses contra o reino de Castela. Bom conhecedor dos portugueses, este indicou-lhes doze Cavaleiros lusitanos capazes de defender a honra das referidas Damas.

Logo que tiveram conhecimento do possível apoio, cada uma das Damas escreveu a cada um dos doze cavaleiros portugueses bem como ao rei D. João I de Portugal. Junto com as cartas chegou também o pedido do Duque de Lencastre.

Lidas as cartas toda a corte se sentiu ofendida com a atitude dos nobres ingleses, e como o povo português era um povo cavalheiro e defensor da honra, de imediato os Doze partiram para Inglaterra.

Onze dos Cavaleiros seguiram por mar, mas o mais valente de todos, conhecido como “O Magriço”, decidiu seguir a cavalo para “conhecer terras e águas estranhas, várias gentes e leis e várias manhas”, garantindo no entanto, que estaria presente no local e na data certa.

Acontece que, chegou o dia do combate e “o Magriço” não estava presente para desespero dos seus companheiros que se viam reduzidos a onze cavaleiros contra os doze cavaleiros de Inglaterra.

Uma vez que o dia ia avançando e o cavaleiro não chegava as damas decidiram vestir-se de negro em sinal de tristeza…

Sucedeu que, no último momento e para alegria dos seus companheiros “o Magriço” apareceu e a luta foi travada com glória para os portugueses que ganharam o confronto.

O Magriço

Depois de terminadas as contendas “Os Doze” foram recebidos pelo duque de Lencastre no seu palácio que lhes ofereceu festas e honras como prova de apreço e gratidão.

Helen Adams Keller (1880 —1968) tendo ficado cega e surda desde tenra idade, superou todos os obstáculos, tornando-se numa das mais notáveis personalidades do século passado. Celebrizou-se como escritora, filósofa e conferencista.

Helen keller

Foi dos maiores exemplos de que as deficiências sensoriais não impedem a obtenção do sucesso.

Graduou-se em filosofia e era fluente em Inglês, francês, latim e alemão.

Ao longo da vida foi agraciada com títulos e diplomas honorários de instituições, como as universidades de Harvard da Escócia, da Alemanha, da Índia e da África do Sul, entre outros.

Dentre as suas frases mais famosas destacam-se:

 Nunca se deve engatinhar quando o impulso é voar;

As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas nem tocadas, mas o coração sente-as.

Evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto se expor ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada.

… é a localidade com o nome mais comprido do Reino Unido e um dos mais longos de todo o mundo, tem 58 letras e está localizada na ilha Anglesey, no País de Gales.

Trata-se de uma palavra de origem galesa que em inglês significa “St Mary’s church in the hollow of the white hazel near a rapid whirlpool and the church of St Tysilio of the red cave”, o que traduzido para Português ficaria algo como: “Igreja de Santa Maria no fundão do aveleiro branco perto de um redemoinho rápido e da Igreja de São Tisílio da gruta vermelha”.

Nos sinais das estradas, a localidade encontra-se assinalada como Llanfairpwllgwyngyll. Nos mapas, encontra-se como Llanfair Pwllgwyngyll e os seus habitantes tratam-na por Llanfairpwll ou tão somente Llanfair.

Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch

A localidade era inicialmente conhecida como Llanfair Pwllgwyngyll. Foi no século XIX, numa tentativa de desenvolver o turismo local que o seu nome foi alterado.

Ainda hoje, a principal atracção da localidade continua a ser o seu nome extraordinariamente comprido.

O nome gerado na década de 1860 – segundo historiadores por um alfaiate local, para outorgar à localidade a honra de ter inscrito o maior nome da Grã-Bretanha - constituiu um dos golpes publicitários mais antigos que se conhecem.

Como eventos realizados em Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch, destaca-se a primeira reunião do Instituto Feminino Britânico que ocorreu em 1915.

Para rivalizar com o nome desta localidade surgiu, entretanto e também no País de Gales, uma estação de comboios com o presunçoso nome de Gorsafawddacha’idraigodanheddogleddollônpenrhynareurdraethceredigion (68 letras), no entanto, os utentes da linha não satisfeitos com a impronunciável denominação pressionaram a alteração do nome da estação para o despretensioso “Golf Halt” o seu nome original.

Jesse Owens atleta negro que participou nos Jogos Olímpicos de 1936 em Berlim – organizados pelo regime Nazi – tornou-se mundialmente conhecido por – contra a propaganda da supremacia ariana defendida pelo regime alemão – ter ganho quatro medalhas de ouro: nos 100 m, nos 200 m, nos 400m estafetas e no salto em comprimento.

Naquele dia 4 de Agosto de 1939, em que ganhou a medalha de ouro no salto em comprimento, Owens foi aclamado por milhares e milhares de adeptos, de diversas nações.

Entre os que o aclamavam incluía-se o seu adversário da prova, o alemão Lutz Long, que durante a competição o ajudou decisivamente a conquistar o ouro e que acabou a prova em segundo lugar.

Lutz Long e Jesse Owens

Long foi o 1.º a felicitar Owens pela vitória e fez questão de com ele posar para a fotografia, em atitude corajosa ante os lideres políticos alemães.

Sobre os jogos, Owens referiu, no entanto, que a sua maior conquista não foram as medalhas nem foi o contrapor-se ao regime de Hitler, mas sim abalar o preconceito da nação americana. 

De facto, afirmou que o que mais o magoou não foram as atitudes do ditador alemão, mas o facto do presidente americano Franklin Roosevelt – pelo facto de Owens ser negro – não lhe ter sequer enviado um telegrama felicitando-o pelas suas conquistas na olimpíada.

Já sobre a atitude do seu adversário - Lutz Long - Owens afirmou: “Poderiam fundir-se todas as medalhas e taças que ganhei, que nada valeriam diante da amizade de 24 quilates que fiz com Lutz Long naquele momento.”

“Strength does not come from winning. Your struggles develop your strengths. When you go through hardships and decide not to surrender, that is strength.”

Arnold Schwarzenegger

Na bela cidade Galega de A Coruña sitúase a famosa Torre de Hércules.

Trátase do único farol romano existente no mundo e hoxe, continúa a cumprir a súa función. Sobre a torre e a súa construción existen varias lendas.

Unha delas conta que existía un rei de Brigantium - Xerión – que era un tirano e que obrigaba o seu pobo a entregar metade dos seus bens, incluíndo os seus fillos.

Un día os súbditos, revoltados con Xerión, decidiron pedir axuda a Hércules.

Hércules chegou de barco ás costas que rodean actualmente a torre e alí, loitou contra o tirano Xerión.

Derrotando o rei, Hercules enterrouno e, na base do túmulo, levantou a Torre con o seu nome.

Breogán e a Torre de Hercules

Outra lenda refire que Breogán – líder celta do mítico Pobo Milesiano que colonizou a Irlanda – foi o o construtor da torre.

A altura da Torre – tamén chamada de Torre de Breogán – permitiu que un dos seus fillos – Ith – da súa cima tivese avistado a Irlanda – que dista cerca de 900 Kms!

Tras ese descubrimento, Ith fíxose ao mar e chegou á unha illa verde e húmida como a terra de seu pai, a que denominou de Eirín – Irlanda.

Para os galegos, Breogán é o pai fundador da Galiza, constando do himno oficial da nación. De feito, a palabra “Galiza” non aparece no himno, xurdindo só a expresión “Nazón de Breogán”.

En 2009, a torre de Hércules ou de Breogán foi declarada Patrimonio da Humanidade pola UNESCO.

Na Maratona dos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, o vencedor foi o coreano Sohn Kee-chung que, por o seu país se encontrar ocupado pelo Japão, foi obrigado a correr com as cores japonesas, sob o nome de Kitei Son.

Ídolo na sua Coreia natal e fervoroso nacionalista, Sohn, obrigado a competir pelos dominadores, passou o tempo todo dos Jogos explicando pacientemente aos jornalistas que o seu país era uma nação independente, que se encontrava ocupada pelo Japão.

Não tinha medo de represálias, pois os japoneses estavam mais interessados na sua vitória do que na diplomacia.

Constrangido, Sohn recebeu a medalha de ouro no pódio olímpico e ouviu o hino nacional japonês. À medida que ia subindo a bandeira do sol nascente, Sohn manteve-se sempre com os olhos postos no chão.

Sohn Kee-Chung

Só nos anos 80, o Comité Olímpico Internacional (COI) reconheceu oficialmente a nacionalidade de Sohn e caçou a medalha atribuída ao Japão.

Em 1988, na cerimónia inaugural dos Jogos Olímpicos de Seul – Coreia do Sul – com 75 anos, cabelos brancos e já avô, Sohn Kee-chung – o Kitei Son de Berlim em 1936 – um dos maiores heróis desportivos da história, entrou no estádio olímpico de Seul carregando a tocha olímpica, debaixo do choro do locutor oficial e da ovação emocionada de seu verdadeiro povo, anfitrião daqueles Jogos.

Entre Junho de 1783 e Fevereiro de 1784 o vulcão islandes Laki entrou em erupção com uma força cem vezes superior à do Eyjafjallajokull – o vulcão responsável pelo encerramento do espaço aéreo do continente europeu em Abril de 2010 – as consequências sociais, económicas e políticas foram devastadoras.

A erupção de dimensões bíblicas afectou, durante vários meses, todo o Hemisfério Norte. O nevoeiro de cinzas vulcânicas e de partículas de enxofre chegou aos EUA, a Espanha e até ao Egipto.

O evento teve consequências na “psique” de uma Europa que se estava a abrir às ideias iluministas, ao progresso e à ciência.

O período medieval, das trevas e da servidão, que tinha ficado para trás, ameaçava agora voltar por intermédio do Laki, que provou aos europeus que afinal o progresso não podia avançar contra a força da natureza.

Um dos mais conceituados historiadores islandeses – Gunnar Karlsson – refere que a erupção do Laki teve efeitos surpreendentes na sociedade islandesa: “Os islandeses deixaram de dançar. Perdemos as danças antigas. As pessoas estavam em tal estado de choque por causa da fome que não quiseram dançar mais.”

Revolução Francesa ou "A Liberdade Guiando o Povo" de Eugène Delacroix

Historiadores afirmam que a erupção do Laki, e a forma como os seus efeitos agravaram a fome no Norte da Europa, contribuiu para lançar as sementes da Revolução Francesa de 1789. O rastro de fome ajudou a motivar os camponeses a aderirem à Revolução Francesa (1789), que cortou a cabeça dos reis e derrubou a monarquia no país.

O album dos U2 intitulado “All That You Can’t Leave Behind”, lançado em Outubro de 2000 foi um sucesso global. Vendeu mais de 12 milhões de cópias e ganhou sete Gramy Awards.

Deste álbum destacam-se quatro singles: “Beautiful Day”, “Walk On”, “Elevation” e “Stuck in a Moment You Can’t Get Out Of”.

Fonte de curiosidade no referido álbum é a referência constante na sua capa.

A foto – capturada por Anton Corbijn, fotógrafo que acompanha há muito tempo a banda – retrata os membros dos U2 no Hall 2F do aeroporto Internacional Charles de Gaulle em Paris.

As primeiras versões da capa do referido álbum contêm uma foto com a mensagem  ”F21-36″. Essa mensagem foi, no entanto substituída, surgindo, em versões posteriores, a referência “J33-3”.

All you cant leave behind - U2

A razão desta alteração ficou a dever-se a um fortuito encontro, entretanto ocorrido num concerto da banda.

Bono Vox terá avistado um fan com uma tatuagem no braço com a invulgar referência “J33-3”. Curioso o vocalista perguntou ao rapaz o significado daquele enigmático código. O rapaz terá respondido: “- Este é o número de telefone de Deus!”.

A expressão “J33-3”, de facto, reporta-se a um excerto da bíblia do livro de Jeremias, Capítulo 33, Versículo 3, segundo o qual Deus afirma: “Se me invocares, Eu te responderei e te revelarei coisas grandes e misteriosas, que não conheces”.

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